quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Entrar com sapatos em casa. Ou não?!


   Olá, gente querida!! 

   O post de hoje é pra tratar do seguinte assunto: entrar ou não de sapato dentro de casa? Em primeiro lugar, é importante destacar que é algo cultural: em alguns países há esse costume, em outros não. Provavelmente, se você cresceu numa casa onde era um hábito tirar os sapatos, certamente acha estranho entrar em casa com o sapato que vem da rua.

   Tirar os sapatos evita trazer para dentro de casa sujeiras da rua (poeira, cocô de animais e, especialmente, em dias de chuva), sendo recomendado em casas onde há bebês (eles engatinham e levam a mão na boca frequentemente), diminuindo o risco de contaminação.

   Há ainda outro ponto: tirar os sapatos evita o desgaste de tapetes, pois evita a necessidade de lavar e/ou escovar com frequência. Não podemos esquecer: tirar os sapatos é muito confortável!! 

   Por outro lado, há pessoas que preferem a praticidade de ir e vir com os sapatos.

   Aqui em casa sempre tiramos os sapatos antes de entrar. Já era costume na casa dos meus pais e continuo assim. Acho que diminui super a sujeira dentro de casa, facilitando a limpeza. Além disso, temos um bebê que engatinha, o que aumenta nossa necessidade de diminuir bactérias em casa.

   O importante é respeitar a preferência do anfitrião: se é um hábito da casa onde você está tirar os sapatos, tire. Se não é um hábito, fique a vontade para tirar ou não.

   E na casa de vocês, como é? Não esqueçam de me seguir no instagram @juhlima001.

Beijoss!!

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Como andam as coisas por aqui...

" _ Oi, como você tá?
   _ Tá tudo bem!"

     Muitos dos nossos diálogos se iniciam assim - na verdade, a maioria deles. E, de um modo geral, as pessoas não estão preparadas para receber outra resposta.

     Hoje, venho conversar com vocês a respeito da importância do respeito ao sentimento dos outros. O que o outro sente, pensa, o modo como ele vê as coisas, é importante.

     Muitas vezes nós dizemos: "Gosto tanto de fulano!!", mas ao primeiro sinal não correspondente as nossas expectativas, nós fugimos, nós culpamos, nós procuramos "justificar" as atitudes do outro, ao invés de compreendê-lo.

     Se você acompanha os posts (raros) do blog, sabe que no ano passado estive gestante (engravidei de gêmeos e logo no inicio da gestação perdi um bebê), tive uma gravidez conturbadíssima e, ainda no pós parto, minha mãe faleceu. Ufa!!

     Estou me refazendo... Estou aprendendo a lidar com minha nova realidade e, volta e meia, sou confrontada pelas pessoas a respeito das minhas escolhas.  Sou questionada pelo meu modo de viver e/ou criar meu filho. 

     O curioso é que, nos momentos de angústias, de dor, de dificuldade, de desespero, poucos  foram solidários. Poucos foram amigos e capazes de por um instante se colocar em meu lugar.

     Apesar de ser evangélica, gosto muito das exortações do padre Fábio de Melo. Gosto muito de sua explicação a respeito do versículo " tire as sandálias dos teus pés, porque o lugar em que te encontras é uma terra santa." Êxodo 3:4-5, onde ele comenta que o lugar santo, é o território do outro. Tirar as sandálias, tem a ver com se despir dos seus conceitos e aceitar, compreender, o universo do outro.

    Ainda nessa vibe, há uma música da Marcela Taís chamada, "Ame mais, julgue menos", que trata exatamente disso: respeito. Segue um trecho da música:


Ninguém sabe a dor
Que o outro passou
Ninguém sabe as lutas
Que o outro lutou
Ame mais
Julgue menos


     Essa música é linda, vale a pena ouvir e meditar em sua letra. Está disponível em https://www.youtube.com/watch?v=vZoIbvspHEc .

    Empatia, minha gente. Mais empatia, por favor!!

    Me chamo Juliana, esposa do Joel, mãe do JJ, para sempre filha de Sebastiana. Evangélica, lutando contra o transtorno de ansiedade, escrevo para aliviar a dor e compartilhar minhas descobertas e pensamentos.




segunda-feira, 6 de março de 2017

Minha mãe faleceu durante meu pós-parto


   Olá, gente querida!

   Hoje venho contar pra vocês como foi o falecimento de minha mãe durante meu resguardo.

   Eu não morava na mesma cidade que minha mãe - distávamos mais ou menos 1:40h, de carro. Meu filho nasceu numa quinta-feira e, já na segunda, o levamos para que minha mãe o conhecesse. 

   Aproveitamos para tirar fotos, minha mãe estava feliz com o neto. Ela ainda o viu por mais duas vezes apenas.

   Na semana seguinte, precisei levar minha mãe para o hospital onde se tratava. Muito fraca, já não conseguia se alimentar nem andar. Mamãe ficou internada por 2 semanas, sendo liberada para passar o réveillon em casa. 

   Ela foi pra casa no sábado. Estava muito fraca, mal conseguia ficar de pé. Teria consulta na quinta-feira da semana seguinte.

   Na quarta-feira, quando eu me arrumava para ir pra mamãe, o telefone toca: era minha irmã, contando que minha mãe tinha ido pro hospital. Nenhuma informação mais.

   Fui para o hospital. Chegando lá, minha mãe estava irreconhecível: um lençol jogado sobre seu corpo, já não falava, seu corpo rígido... Mas ela ouvia. Ouvia e sabia quem éramos. Falei pra ela que voltaria no dia seguinte.

   Deixei meu filho com minha irmã e fui passar o dia como acompanhante de minha mãe. Ela tentava falar, mas não conseguia. Voltei no sábado a tarde e passei a noite de sábado pra domingo com ela. Por ela não conseguir deglutir, foi colocada uma sonda para alimentação.

   No domingo de manhã, meu esposo foi me buscar. Me despedi de minha mãe dizendo que a amava. A beijei, acariciei seu cabelo... Foi a última vez. Eu retornaria na quarta-feira, no horário da visita.

   Na quarta-feira cedo, minha irmã me avisou que ela havia piorado. Eu acreditava que ela faleceria no horário da visita, que eu ainda a veria com vida. Me enganei. Às 9:30h, meu marido recebe uma ligação e, na sequencia, faz uma ligação. Algo havia acontecido.

   Fui à porta do quarto e perguntei: minha mãe morreu?! Meu marido sem voz, apenas acenou com a cabeça. 

   34 dias após o nascimento do meu filho, minha mãe partiu. Partiu deixando um mar de saudade, grandes lições e a certeza que o amor vale a pena.

   A saudade dói. Dói muito, Sempre.

quinta-feira, 2 de março de 2017

Relato de parto




   Olá meus amores!

   Hoje eu venho partilhar com vocês como foi o meu parto.

   Meu bebê nasceu no dia 08 de dezembro de 2016, às 10:50h, de parto normal. Sua chegada estava prevista para 19 de dezembro, ou seja, adiantou quase duas semanas.

   No dia 08, acordei 2h da manhã me sentindo estranha, me virei na cama e senti uma vontade enorme de fazer xixi. Fui ao banheiro e, ao retornar, avisei ao marido: "acho que hoje!".

   Ele perguntou o que eu sentia e eu respondi: estou estranha. Voltei a dormir, porém, apreensiva. Passados 20 minutos, novamente a vontade de fazer xixi. Ao me secar, um filete de sangue. Liguei para o marido (como não tínhamos certeza que nasceria neste dia, pedi que ele fosse para o trabalho). Ele pediu pra irmã dele vir pra cá.

   Minha cunhada chegou e, junto com ela, minha outra cunhada (também irmã dele) e minha sogra. Oramos, conversamos... Eu estava muiiitooo tranquila. Às 4:30h, meu marido me liga e, no meio da ligação, a bolsa se rompe! Foi àgua pra todo lado! 

   Eu sabia que meu marido já estava a caminho, mas demoraria pelo menos 1:30h, então, procurei me manter tranquila. Minhas cunhadas e sogra insistiam a todo momento para que eu fosse para o hospital, que meu esposo nos encontraria lá. Eu me recusava.

   As contrações, antes quase indolores, ficavam mais fortes. Fui para o chuveiro. Como a àgua quente aliviava!! Mais contrações. Mais banhos.

   De repente, um desejo: comer pão. Sabendo que meu marido estava chegando, liguei pra ele pedindo que trouxesse. Aumentavam as contrações. Outro banho.

  Quando meu marido chegou, comi meio pãozinho, tomei outro banho e... fomos rumo à maternidade. De nossa casa até lá, gastamos 1 hora. Como a bolsa havia rompido faz tempo e eu já tinha perdido muito líquido, a médica optou por aplicar ocitocina para acelerar o trabalho de parto - já que cheguei com quase 4cm de dilatação.

    Apesar da pressão estar 16x10, a médica garantiu que poderia ser feito parto normal. Ela me orientou que as dores aumentariam e, quando eu não aguentasse mais, chamasse a enfermagem pois ela precisava fazer um outro parto.

    Fiquei no quarto com meu marido e, dali há aproximadamente 1 hora, eu já não aguentava de dor. Era chegada a hora. Entramos na sala de parto, meu esposo ao meu lado todo o tempo.

    A dor só aumentava e, com ela, o medo de algo dar errado. Medo de não conseguir parir meu filho. Segurava a mão de meu marido com toda a força possível. Alguns minutos se passaram, muitas dores e força... Até que tudo parou. Meu bebê nasceu. Lindo... Perfeito... Saudável... Pesando 3,280kg.

    Um momento único e mágico. Meu bebê precisou ficar algumas horas no oxigênio, pois nasceu cansado. Ao retornar para o quarto, soube o que ocorreu: a médica fez dois partos, mas apenas um neném nasceu: o meu. O outro bebê morreu dentro da mãe, devido ao envelhecimento da placenta.

   Passadas umas 2 horas, meu bebê veio para o quarto ficar conosco. Meu esposo esteve todo o tempo ao meu lado. Já no dia seguinte tivemos alta.

   Tem dúvida? Sua experiência foi diferente? Comente aqui embaixo. Beijo e até o próximo post!

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

O que aconteceu?



   Olá gente querida!

   Faz um tempinho que não escrevo por aqui, não é mesmo? Então... Muiiita coisa aconteceu nesse período. O meu bebê nasceu, sadio, forte e lindo, minha faleceu ainda no período do resguardo, enfrentei (e enfrento) a depressão pós-parto... Foi punk!!

   Saudade de vocês... Saudade de partilhar meu universo com vocês...

   Pretendo retomar o blog aos poucos...

   O que vocês desejam saber? Deixe aqui nos comentários.

   Beijos!!😚