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quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Como andam as coisas por aqui...

" _ Oi, como você tá?
   _ Tá tudo bem!"

     Muitos dos nossos diálogos se iniciam assim - na verdade, a maioria deles. E, de um modo geral, as pessoas não estão preparadas para receber outra resposta.

     Hoje, venho conversar com vocês a respeito da importância do respeito ao sentimento dos outros. O que o outro sente, pensa, o modo como ele vê as coisas, é importante.

     Muitas vezes nós dizemos: "Gosto tanto de fulano!!", mas ao primeiro sinal não correspondente as nossas expectativas, nós fugimos, nós culpamos, nós procuramos "justificar" as atitudes do outro, ao invés de compreendê-lo.

     Se você acompanha os posts (raros) do blog, sabe que no ano passado estive gestante (engravidei de gêmeos e logo no inicio da gestação perdi um bebê), tive uma gravidez conturbadíssima e, ainda no pós parto, minha mãe faleceu. Ufa!!

     Estou me refazendo... Estou aprendendo a lidar com minha nova realidade e, volta e meia, sou confrontada pelas pessoas a respeito das minhas escolhas.  Sou questionada pelo meu modo de viver e/ou criar meu filho. 

     O curioso é que, nos momentos de angústias, de dor, de dificuldade, de desespero, poucos  foram solidários. Poucos foram amigos e capazes de por um instante se colocar em meu lugar.

     Apesar de ser evangélica, gosto muito das exortações do padre Fábio de Melo. Gosto muito de sua explicação a respeito do versículo " tire as sandálias dos teus pés, porque o lugar em que te encontras é uma terra santa." Êxodo 3:4-5, onde ele comenta que o lugar santo, é o território do outro. Tirar as sandálias, tem a ver com se despir dos seus conceitos e aceitar, compreender, o universo do outro.

    Ainda nessa vibe, há uma música da Marcela Taís chamada, "Ame mais, julgue menos", que trata exatamente disso: respeito. Segue um trecho da música:


Ninguém sabe a dor
Que o outro passou
Ninguém sabe as lutas
Que o outro lutou
Ame mais
Julgue menos


     Essa música é linda, vale a pena ouvir e meditar em sua letra. Está disponível em https://www.youtube.com/watch?v=vZoIbvspHEc .

    Empatia, minha gente. Mais empatia, por favor!!

    Me chamo Juliana, esposa do Joel, mãe do JJ, para sempre filha de Sebastiana. Evangélica, lutando contra o transtorno de ansiedade, escrevo para aliviar a dor e compartilhar minhas descobertas e pensamentos.




segunda-feira, 6 de março de 2017

Minha mãe faleceu durante meu pós-parto


   Olá, gente querida!

   Hoje venho contar pra vocês como foi o falecimento de minha mãe durante meu resguardo.

   Eu não morava na mesma cidade que minha mãe - distávamos mais ou menos 1:40h, de carro. Meu filho nasceu numa quinta-feira e, já na segunda, o levamos para que minha mãe o conhecesse. 

   Aproveitamos para tirar fotos, minha mãe estava feliz com o neto. Ela ainda o viu por mais duas vezes apenas.

   Na semana seguinte, precisei levar minha mãe para o hospital onde se tratava. Muito fraca, já não conseguia se alimentar nem andar. Mamãe ficou internada por 2 semanas, sendo liberada para passar o réveillon em casa. 

   Ela foi pra casa no sábado. Estava muito fraca, mal conseguia ficar de pé. Teria consulta na quinta-feira da semana seguinte.

   Na quarta-feira, quando eu me arrumava para ir pra mamãe, o telefone toca: era minha irmã, contando que minha mãe tinha ido pro hospital. Nenhuma informação mais.

   Fui para o hospital. Chegando lá, minha mãe estava irreconhecível: um lençol jogado sobre seu corpo, já não falava, seu corpo rígido... Mas ela ouvia. Ouvia e sabia quem éramos. Falei pra ela que voltaria no dia seguinte.

   Deixei meu filho com minha irmã e fui passar o dia como acompanhante de minha mãe. Ela tentava falar, mas não conseguia. Voltei no sábado a tarde e passei a noite de sábado pra domingo com ela. Por ela não conseguir deglutir, foi colocada uma sonda para alimentação.

   No domingo de manhã, meu esposo foi me buscar. Me despedi de minha mãe dizendo que a amava. A beijei, acariciei seu cabelo... Foi a última vez. Eu retornaria na quarta-feira, no horário da visita.

   Na quarta-feira cedo, minha irmã me avisou que ela havia piorado. Eu acreditava que ela faleceria no horário da visita, que eu ainda a veria com vida. Me enganei. Às 9:30h, meu marido recebe uma ligação e, na sequencia, faz uma ligação. Algo havia acontecido.

   Fui à porta do quarto e perguntei: minha mãe morreu?! Meu marido sem voz, apenas acenou com a cabeça. 

   34 dias após o nascimento do meu filho, minha mãe partiu. Partiu deixando um mar de saudade, grandes lições e a certeza que o amor vale a pena.

   A saudade dói. Dói muito, Sempre.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

O que aconteceu?



   Olá gente querida!

   Faz um tempinho que não escrevo por aqui, não é mesmo? Então... Muiiita coisa aconteceu nesse período. O meu bebê nasceu, sadio, forte e lindo, minha faleceu ainda no período do resguardo, enfrentei (e enfrento) a depressão pós-parto... Foi punk!!

   Saudade de vocês... Saudade de partilhar meu universo com vocês...

   Pretendo retomar o blog aos poucos...

   O que vocês desejam saber? Deixe aqui nos comentários.

   Beijos!!😚

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Mudar é preciso!

    

     Olá, gente linda!! Tudo bem com vocês? Então... Nosso blog está mudando de novo!!

     O motivo, você que acompanha aqui já sabe: estou vivendo um momento único e maravilhoso na minha vida, estou grávida do meu primeiro filho, e gostaria de ampliar os assuntos tratados aqui no blog. Quero continuar falando sobre cabelo, limpeza, casa, edificação... Mas quero expor meu universo de mãe, de esposa...

     O blog é uma extensão de mim... Reflete quem eu sou e o que vivo. É natural que cada mudança vivida por mim seja explicitada, sentida aqui. O espaço continua sendo nosso, podem deixar comentários a vontade!

     Deixem sugestões, fiquem a vontade! É um prazer ter vocês aqui.

     Fiquem com Deus!

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Como foi meu 2015?!

   Olá, meus amores! 2015 chegando ao fim e, nesse momento, muita gente aproveita pra fazer metas e planos para o ano seguinte. No entanto, venho resumir meu ano de 2015, já que não sou dessas que faz listinha de metas para o ano vindouro.

   Então... se alguém me pergunta o que fiz nesse ano eu sempre respondo: casei! rs Mas, na verdade, eu namorei, noivei e casei em 2015! Sem dúvida alguma estas foram minhas maiores realizações!! Junto com elas, vieram organizar as festas de noivado e casamento, cuidar da obra da minha casa, mobiliar tudo do meu jeitinho... Foi um ano extremamente especial!!

   Este ano, também passei de permissionada para habilitada!! Sim, peguei minha carteira de motorista definitiva!! Gente, quanta felicidade!!! Pensei que esse momento nunca chegaria, mas eu consegui!!

   Mesmo com todos esses acontecimentos, consegui dar a devida atenção a minha mãe - pra quem não sabe, minha mãe luta contra um câncer - estive presente em todas as consultas, quimioterapias, internações... E em 2016 continuaremos na luta, se Deus quiser!.

   2015 vai se encerrando como um ano difícil, mas com muitas vitórias. Neste ano, tive um grande reencontro com Deus, e isso certamente é o que mais me marcou e possibilitou todas as outras vitórias na minha vida. A certeza de que Deus está comigo todo o tempo, cuidando de mim, e que ele me ama incondicionalmente, me fortalece  e me dá ânimo pra enfrentar as adversidades.

   É claro que eu tenho desejos que gostaria de realizar em 2016, mas eu realmente não faço listinhas. Sei que Deus tem o melhor pra mim e minha vida está nas mãos dele.

   Beijos e fiquem com Deus!!

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

   "Sempre digo que a vida é um recomeço.
   E insisto nisso. Não vê a borboleta?! Deixou de ser lagarta e foi enfeitar o céu."
                        Wanderly Frota

Recomeço. Re-começar. Dar outra chance. Tentar novamente. Seguir em frente. Acontece algumas vezes na vida, desde que a gente se permita. Hoje venho falar do motivo pelo qual amo borboletas. Elas estão sempre dispostas ao recomeço. Sim, elas carregam em si a força vital de seguir em frente, a faísca mágica que as possibilitam mudar sem deixar de ser elas mesmas.

Eis meu fascínio: toda borboleta um dia foi lagarta. Aquele  ser amarelo, avermelhado, azul, que voa pelos ares de flor em flor trazendo beleza aos nossos dias já foi uma mísera e simples lagarta, por vezes não notado, tantas outras vezes renegado por não possuir beleza. Sejamos honestos: uma lagarta não é exatamente o tipo de animal que nos inspira leveza e cuidado. Na verdade, quando criança eu tinha pavor de lagartas (sabe Deus por quê), até o dia em que eu descobri elas se transformavam em borboletas...

Ah, as borboletas!! Um dia lagartas, renegadas!  Noutro, belas! Taí o motivo de borboletas serem símbolo de transformação. Elas recomeçam. Reinventam-se. É nisso que reside sua beleza: na capacidade de tornar-se um ser melhor. Borboletas me inspiram: me lembram que posso sempre recomeçar. Que a força motriz da mudança está em mim, mesmo que eu precise às vezes de motivações externas.

É fim de ano... Meus votos a você é que borboletas te inspirem... Trazendo o ânimo necessário pra que você se reinvente e mude sua vida.

"Depois que cansei de procurar, aprendi a encontrar. Depois que um vento me opôs resistência, velejo com todos os ventos."
                            Nietzsche

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Re-começo

E 2012 vai chegando ao final... Ano difícil... Conturbado, cheia de ausências, mais partidas que cheganças...Vai embora e leva consigo tudo o que houve de mal, toda a desesperança, toda a dor e peso que este ano me trouxe. Vai pra não mais voltar. que venha 2013.

Que venha o ano das cheganças... Que você chegue de mansinho, de madrugada... Que você venha sorrindo, fazendo algazarra numa tarde ensolarada... Que venha numa noite clara, com o céu estrelado, um cavalo alado me pedindo pra ficar. Estou à sua espera. fique a vontade, aqui é o seu lugar. Arrumei tudo pra você chegar e ficar.

Remendei meu coração, os buracos feitos pela dor da tua ausência. Pintei-o de vermelho sangue, pus ordem à bagunça que nele estava havia uns bons (péssimos)  7 anos. Alimentei-o de bons sentimentos, cultivei nele um jardim de esperança, fiz várias preces, novenas, promessas pra você voltar. E ficar.

Ficar. Fazer dele morada, seu lar. O lugar onde você encontra paz. Guardo nele meu melhor sorriso, minha risada mais contente, meu abraço sincero, o sentimento mais profundo por ele já sentido. É teu. Durante todo 2012, limpei e arrumei tudinho pra você: seja bem vindo!

Vem, mas vem pra ficar. Aqui é teu lugar, teu lar, tua paz. Teu aconchego, teu sossego, teu céu, teu mar. Há um rio de amor em mim que transborda ao sentir você se aproximar. É tudo teu. Toma posse. Vem e fica. Pra sempre. Ao meu lado, do lado de dentro de peito. De onde ninguém te pode tirar.