segunda-feira, 6 de março de 2017

Minha mãe faleceu durante meu pós-parto


   Olá, gente querida!

   Hoje venho contar pra vocês como foi o falecimento de minha mãe durante meu resguardo.

   Eu não morava na mesma cidade que minha mãe - distávamos mais ou menos 1:40h, de carro. Meu filho nasceu numa quinta-feira e, já na segunda, o levamos para que minha mãe o conhecesse. 

   Aproveitamos para tirar fotos, minha mãe estava feliz com o neto. Ela ainda o viu por mais duas vezes apenas.

   Na semana seguinte, precisei levar minha mãe para o hospital onde se tratava. Muito fraca, já não conseguia se alimentar nem andar. Mamãe ficou internada por 2 semanas, sendo liberada para passar o réveillon em casa. 

   Ela foi pra casa no sábado. Estava muito fraca, mal conseguia ficar de pé. Teria consulta na quinta-feira da semana seguinte.

   Na quarta-feira, quando eu me arrumava para ir pra mamãe, o telefone toca: era minha irmã, contando que minha mãe tinha ido pro hospital. Nenhuma informação mais.

   Fui para o hospital. Chegando lá, minha mãe estava irreconhecível: um lençol jogado sobre seu corpo, já não falava, seu corpo rígido... Mas ela ouvia. Ouvia e sabia quem éramos. Falei pra ela que voltaria no dia seguinte.

   Deixei meu filho com minha irmã e fui passar o dia como acompanhante de minha mãe. Ela tentava falar, mas não conseguia. Voltei no sábado a tarde e passei a noite de sábado pra domingo com ela. Por ela não conseguir deglutir, foi colocada uma sonda para alimentação.

   No domingo de manhã, meu esposo foi me buscar. Me despedi de minha mãe dizendo que a amava. A beijei, acariciei seu cabelo... Foi a última vez. Eu retornaria na quarta-feira, no horário da visita.

   Na quarta-feira cedo, minha irmã me avisou que ela havia piorado. Eu acreditava que ela faleceria no horário da visita, que eu ainda a veria com vida. Me enganei. Às 9:30h, meu marido recebe uma ligação e, na sequencia, faz uma ligação. Algo havia acontecido.

   Fui à porta do quarto e perguntei: minha mãe morreu?! Meu marido sem voz, apenas acenou com a cabeça. 

   34 dias após o nascimento do meu filho, minha mãe partiu. Partiu deixando um mar de saudade, grandes lições e a certeza que o amor vale a pena.

   A saudade dói. Dói muito, Sempre.

quinta-feira, 2 de março de 2017

Relato de parto




   Olá meus amores!

   Hoje eu venho partilhar com vocês como foi o meu parto.

   Meu bebê nasceu no dia 08 de dezembro de 2016, às 10:50h, de parto normal. Sua chegada estava prevista para 19 de dezembro, ou seja, adiantou quase duas semanas.

   No dia 08, acordei 2h da manhã me sentindo estranha, me virei na cama e senti uma vontade enorme de fazer xixi. Fui ao banheiro e, ao retornar, avisei ao marido: "acho que hoje!".

   Ele perguntou o que eu sentia e eu respondi: estou estranha. Voltei a dormir, porém, apreensiva. Passados 20 minutos, novamente a vontade de fazer xixi. Ao me secar, um filete de sangue. Liguei para o marido (como não tínhamos certeza que nasceria neste dia, pedi que ele fosse para o trabalho). Ele pediu pra irmã dele vir pra cá.

   Minha cunhada chegou e, junto com ela, minha outra cunhada (também irmã dele) e minha sogra. Oramos, conversamos... Eu estava muiiitooo tranquila. Às 4:30h, meu marido me liga e, no meio da ligação, a bolsa se rompe! Foi àgua pra todo lado! 

   Eu sabia que meu marido já estava a caminho, mas demoraria pelo menos 1:30h, então, procurei me manter tranquila. Minhas cunhadas e sogra insistiam a todo momento para que eu fosse para o hospital, que meu esposo nos encontraria lá. Eu me recusava.

   As contrações, antes quase indolores, ficavam mais fortes. Fui para o chuveiro. Como a àgua quente aliviava!! Mais contrações. Mais banhos.

   De repente, um desejo: comer pão. Sabendo que meu marido estava chegando, liguei pra ele pedindo que trouxesse. Aumentavam as contrações. Outro banho.

  Quando meu marido chegou, comi meio pãozinho, tomei outro banho e... fomos rumo à maternidade. De nossa casa até lá, gastamos 1 hora. Como a bolsa havia rompido faz tempo e eu já tinha perdido muito líquido, a médica optou por aplicar ocitocina para acelerar o trabalho de parto - já que cheguei com quase 4cm de dilatação.

    Apesar da pressão estar 16x10, a médica garantiu que poderia ser feito parto normal. Ela me orientou que as dores aumentariam e, quando eu não aguentasse mais, chamasse a enfermagem pois ela precisava fazer um outro parto.

    Fiquei no quarto com meu marido e, dali há aproximadamente 1 hora, eu já não aguentava de dor. Era chegada a hora. Entramos na sala de parto, meu esposo ao meu lado todo o tempo.

    A dor só aumentava e, com ela, o medo de algo dar errado. Medo de não conseguir parir meu filho. Segurava a mão de meu marido com toda a força possível. Alguns minutos se passaram, muitas dores e força... Até que tudo parou. Meu bebê nasceu. Lindo... Perfeito... Saudável... Pesando 3,280kg.

    Um momento único e mágico. Meu bebê precisou ficar algumas horas no oxigênio, pois nasceu cansado. Ao retornar para o quarto, soube o que ocorreu: a médica fez dois partos, mas apenas um neném nasceu: o meu. O outro bebê morreu dentro da mãe, devido ao envelhecimento da placenta.

   Passadas umas 2 horas, meu bebê veio para o quarto ficar conosco. Meu esposo esteve todo o tempo ao meu lado. Já no dia seguinte tivemos alta.

   Tem dúvida? Sua experiência foi diferente? Comente aqui embaixo. Beijo e até o próximo post!